sábado, 28 de abril de 2012

MESA REDONDA DO LITERARTE



PARTICIPAMOS DA MESA REDONDA





MESA REDONDA


A PRODUÇÃO INTELECTUAL DOCENTE E A RESPONSABILIDADE DE SEU LEGADO PARA A CULTURA LOCAL  
Mediadora: SUSAN BLUM  (Universidade Positivo).
Demais componentes 
ADÉLIA MARIA WOELLNER (UFPR),ADONAI SANT'ANNA (UFPR), eISABEL FURINI (Solar do Rosário).

Em 20 de abril/12 LITERARTE PARANAENSE promoveu debates sobre cultura e educação. Artistas plásticos, poetas, literatos, professores, tiveram a oportunidade de trocar ideias. 

    quinta-feira, 26 de abril de 2012

    GANADORES DEL CONCURSO INTERNACIONAL POETIZAR EL MUNDO


    Recibimos 755 poemas. Agradecemos mucho a todos los poetas que participaron. Los trabajos son excelentes, y el jurado trabajó mucho hasta llegar a uma decisión. Gracias a todos.

    1° Lugar
    PERLA EN EL UNIVERSO

    Hermosa como ninguna, la tierra sigue girando
    entre el paso de los siglos y un mundo que va cambiando.
    Maravilla incomparable, sueño de tantos poetas
    que han dedicado sus versos a este excelso planeta,
    y a sus colores de vida que el universo refleja.



    Sheina Lee Leoni Handel
    Montevideo, Uruguay


    2º Lugar
    EMPÍREO


    Escribir es morir a cada instante
    y también soñar
    poder dar a la existencia un aliento de muerte cada noche
    pero no escribo
    únicamente vomito lo invisible

    Pavel Carlos Muñoz Ayona
    Lima, Peru

    3º Lugar
    SENTIDO

    No es que perdi el tren
    porque estuviese atrasada
    es que yo esperaba
    en el outro sentido.



    Autora: Ester Buffa
    São Paulo, Brasil

    4º Lugar
    1 (Uno)

    Miráme,
    ayudáme a contemplar
    los profundos ojos
    del niño antiguo.
    Me avergüenzan.

    Darío Alejandro Paiva
    De Buenos Aires, Argentina

    5º Lugar

    A última Nana


    Antes que la noche escribiera
    un final azul bajo sus párpados,
    el cuento perdió la última hoja
    y las hadas cayeron
                            al vacío.
    Erick Edilberto Estrada Quispe
    Arequipa - Peru


    6º Lugar
    CAMINO
    El sol,
    se ha escapado de la humanidad.
    ¡Qué extraño!
    una niña alumbra el camino.


    Yajaira Coromoto Álvarez Giménez
    Barquisimeto, Venezuela

    7º Lugar
    RUMBO A LA DEMENCIA

    En el límite exacto de la sensatez
    y en extraños estados de tiempos no vividos
    (huelo su aroma)
    transporto el dedo índice hasta mis sienes
    cual bala penetrando en mis deseos.

    Gloria Olguin
     IQUIQUE – CHILE


    8º Lugar

    CAMINO LA TARDE

    Voy caminando la tarde, me ayuda a recordar
    en este viaje de ida conmigo los años van;
    insiste, insiste la tarde en las cosas que hice mal…
    pero la vida me dice: Basta ya de llorar.
    Dios te ha puesto la mesa con tu vino y con tu pan.

    Ester García
    Buenos Aires, Argentina


    9º Lugar

    XIII

    Olvidé que aquel árbol estaba allí creciendo
    ahuecándose dentro
    no me culpen si arrastro tantos bosques desechos
    ya no tengo familia
    hay un túnel. He muerto.



    Claudia Alemán Concepción
    La Habana Cuba


    10º  Lugar
    Mares

    A veces somos mares tormentosos sobrevolados por incontables gaviotas
    otras veces somos el mar calmo y sin gaviotas
    otras veces somos el mar que se ondea tranquilamente y las gaviotas bajan…
    en ese punto la soledad se diluye ...y la gaviota muere de amor.


    Catalina Sánchez Bohórquez
    Bogotá, Colombia

    segunda-feira, 16 de abril de 2012

    sábado, 14 de abril de 2012

    "ENTRELINHAS" Crônica de Tânia Dubois




    Entrelinhas: a porta por onde o vento passa.Quando olho para um livro sinto que ele também está me olhando. Passo a mão carinhosamente na capa e, ao abri-lo, leio o significado que o autor deu às palavras. Vejo cada cena desenhada com os movimentos das palavras.

    Entrelinhas: onde o poeta pousa seus pensamentos.Parece mágica? Não. É apenas olhar a vida em alta definição. É viver as contradições, porque somos a soma daquilo que escolhemos ser e do que decidimos ler.

    Entrelinhas: a liberdade presa.Encanto-me com as leituras e a cumplicidade que o livro e eu assumimos. Sou amante das obras e seus significados interferem em minha vida, fazendo-me companhia nas horas mais necessitadas. Por vezes, dialogamos por horas como se o mundo parasse naquele momento em que nos descobrimos.

    Entrelinhas: a ponte que une as histórias do povo.Sou amante dos livros e não me limito apenas a um tipo de leitura. Gosto de ouvir o som das palavras e de ver a paisagem descrita em seus significantes.

    Entrelinhas: o horizonte onde o sol nasce.Ao ler, encontro vários textos e diversos contextos. Além de enxergar, ativo a memória para “ver” em cada escritor a sua verdade se integrando à minha vida.

    Entrelinhas: marca do gol feito; a bailarina entre o palco e a platéia.Sou amante dos livros e tenho preferência pela presença da poesia na minha vida, porque, de várias maneiras, ela determina a diversidade dos limites literários. Encontro nela a fonte de inspiração que me coloca em movimento, criando um mundo de idéias sobre o qual posso me apoiar.

    Entrelinhas: trilhos do trem levando e trazendo personagens.Sou amante dos livros e dos autores, que terminam por me influenciar com suas ideias, como sinais de mudança dos tempos: conquistar a vida com palavras.

    Entrelinhas: a zebra como significado.As entrelinhas demonstram a busca pela vida, pela criação e possuem características que formam o ponto de partida: tomada pela consciência redescubro a palavra, os sons e as cores, para o simbolismo sem contornos rígidos, porém emotivos, com ritmos ocultos, onde só o amor pode provocar a afloração da criatividade, tornando-me amante das entrelinhas.

    ESSA CRÔNICA DE TÂNIA DU BOIS FOI ESCOLHIDA PARA O LIVRO "EU QUERO SER ESCRITOR" - A CRÔNICA.



    TÂNIA DU BOIS – Natural de Sarandi, RS (1956). Residente em Itapema, SC. Professora. Pedagoga formada pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB. Articulista e cronista com textos publicados em portais, sites e blogs: Cronópios, Meiotom, Vidráguas, Página Digital (Argentina), Portal Literal e Literatura sem Fronteiras. Organizadora e revisora dos poemas de Pedro Du Bois, e também capista dos seus livros.

    quarta-feira, 28 de março de 2012

    VOCÊ CONHECE O QUIXOTE DE LA MANCHA?

    El hombre de la Mancha






    Será que o Quixote de la Mancha é somente um personagem criado por Cervantes na sua novela? Ou deveríamos dizer no primeiro romance que o mundo conheceu, como alguns consideram a obra?

    Há poucos dias, ouvi de uma pessoa desiludida que o Quixote não existe mais. Não existe. Está passado de moda. Escondido em um baú escuro e úmido. O Quixote é coisa do passado.

    Será? Ou talvez nossos olhos não foram treinados para descobrir os quixotes nas ruas da cidade, nos barzinhos do Largo, nas salas do Belas Artes, diante de um quadro no Museu Niemeyer, na livraria de usados buscando um título quase desconhecido, na noite de autógrafos lançando um livro para meia dúzia de pessoas, encostados nos vidros das agências de turismo olhando os cartazes com os olhos do desejo, procurando um vestido de noiva em algum atelier, olhando uma bola de futebol e sonhando.

    Interessante que eu não consigo ver o Quixote encaixotado em um gênero literário, abarrotado de estúdios literários, morto.

    Eu vejo o Quixote, ou os quixotes, todos os dias: é o poeta que vende seu livrinho feito por computador na Rua das Flores; é o ator de teatro que quase morre de fome, mas persiste esperando o êxito de sua próxima peça; é o recém formado que sonha em fazer uma pós-graduação na Europa, ainda que esteja desempregado no momento; é o empreendedor que inicia um pequeno negócio, mas sonha que terá êxito internacional; é o esportista sentado no banco de reserva, mas sonhando com um jogo fantástico. Céus!

    Este é um mundo de quixotes! E de sanchos!

    Quixote enlouquece, outros bebem nos bares, fumam ou ingerem substâncias proibidas, são os quixotes que chegaram ao limite de suas forças. Não conseguem mais sonhar sozinhos. E não adianta que uma sociedade materialista, doente, consumista e hipócrita julgue os outros – não sem antes olhar o verdadeiro rosto no espelho. E não falo dos dentes brancos depois de tratamento, nem do rosto de photoshop, falo do verdadeiro rosto – esse que escondemos dos vizinhos. Já falava Jung que quanto mais reprimimos “a sombra”, mais ela se fortalece.

    Vivemos em um mundo de sonhos desconcertantes e de realidades desconcertantes. Um mundo de vazio existencial, de medos, de máscaras, de fantasias. Um mundo de palavras e imagens. Um mundo no qual os quixotes nascem, crescem, envelhecem, morrem e nem sempre conseguem realizar os seus sonhos. Eles deixam algumas sementes de ideias. E novos quixotes nascem e tomam o lugar daqueles que se vão. Como lemos na letra “The Impossible dream”: “Tentar com os braços exaustos alcançar a estrela inalcançável”. É isso mesmo. Sonhar e batalhar. É sempre amanhã que os sonhos podem ser realizados.
    Hoje é só dia de luta.

    E o mundo seria melhor porque um homem desprezado e coberto de cicatrizes ainda luta com o que resta de sua coragem para alcançar a estrela inalcançável”.

    Queridos leitores, existe algo mais “quixotesco” do que isso?

    Isabel Furini é escritora e poeta premiada (e-mail: isabelfurini@hotmail.com), autora de “Eu quero ser escritor – a crônica”, da Editora Instituto Memória.

    segunda-feira, 26 de março de 2012

    El sueño imposible

    Esse vídeo com imagens do livro "O pequeno príncipe" ilustra a bela filosofia da música de Joe Darion/Mitch Leigh composta em 1965.

    sábado, 17 de março de 2012

    ISABEL FURINI CONCEDE ENTREVISTA À ANGELA REALE


    Angela Reale, atriz, radialista e escritora, teve uma crônica de sua autoria escolhida para o livro Eu quero ser Escritor . Interessada na obra e no trabalho do cronista, enviou algumas perguntas pelo e-mail:

    1- A crônica é mais fácil de escrever, em relação a outras categorias?

    Escrever bem é difícil em qualquer gênero literário, mas a crônica, por ser um texto curto, baseado no dia a dia, é mais atrativa para o iniciante. Um romance exige muito fôlego, já o conto e a crônica, por serem trabalhos pequenos, exigem muita tensão emocional para cativar o leitor, mas o trabalho termina em pouco tempo e o autor pode escrever outro texto e acumular experiência. Por isso, iniciamos a coleção Eu quero ser escritor com uma obra dedicada ao estudo da crônica, uma maneira de incentivar os interessados a escrever e aprimorar-se.

    2- É possível aprender a fazer literatura numa oficina literária ou o escritor apenas encontra ali uma porta?

    As oficinas literárias têm como objetivo orientar os iniciantes e não formar escritores. O escritor constrói a si mesmo, mas uma oficina pode ser como você bem disse: uma porta de entrada. Porém o caminho é muito longo. O aprendiz pode encontrar em uma oficina as informações, enriquecer-se com os diálogos, escutar os colegas, descobrir novos horizontes, mas ele mesmo terá que desenvolver a sua imaginação, arquitetar os seus textos, descobrir seus pontos fortes e fracos.
    3- Todo livro, ao ser editado, tem um público alvo. O livro Eu quero ser escritor – crônicas – destina-se a quem?

    O público alvo desse livro está constituído pelas pessoas que gostam de escrever, que desejam aprimorar-se, que querem saber um pouco mais sobre a crônica.

    4- Dentre os alunos, consegue perceber uma mudança emocional após o texto pronto?

    Muitos deles, especialmente aqueles que não se acham com o “dom” para escrever, depois que terminam um texto, ficam admirados com a própria obra. Dá muita alegria perceber que foram capazes de vencer o desafio de escrever uma crônica ou um conto, que o trabalho ficou bom.

    5- Entre homens e mulheres, é possível fazer uma distinção sobre os temas escolhidos?

    Sempre há exceções, assuntos comuns para ambos os sexos, mas entre os temas mais trabalhados pelas mulheres estão moda, usos e costumes, filhos, relacionamentos – seja de casal, amigas, membros de uma família – enquanto os homens escrevem mais sobre acontecimentos no trabalho, piadas de bar, bebidas.

    6- O apoio de uma editora é fundamental. Teve algum problema quanto a isso?

    Nesse livro não tive problemas porque em 2009, quando foi publicado O Livro do Escritor pela editora Instituto Memória, Anthony Leahy, o editor, já havia solicitado um livro sobre crônicas.

    7- Eu quero ser escritora. O que diria para mim?

    Em primeiro lugar, procurar leituras dos assuntos que você gostaria de escrever. Um poeta pode ler crônicas, contos, romances, livros de não-ficção, mas deve procurar ler livros de poemas, especialmente de autores consagrados, para sentir o ritmo, descobrir as metáforas, entender o caminho seguido pelo poeta. Um futuro cronista precisa ler livros sobre diferentes assuntos para aumentar sua cultura geral, ler crônicas para descobrir como os diferentes autores arquitetam seus textos. Precisa também analisar os acontecimentos mais simples, ver o mundo com olhos diferentes. Questionar o mundo.
    A base da escrita é a leitura e a reflexão. Um escritor organiza em palavra sua visão do mundo. Ler o mundo e descrevê-lo pode ser um belo exercício literário.

    Isabel Furini é escritora e poeta premiada.
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