domingo, 24 de junho de 2012

REDES (poema de Isabel Furini )



Trampa mortal
 en el mar de sombras.

Hay redes que nos atrapan.

Refleja mi silencio
el movimiento del água
entre mis pies dormidos.

Y esas  montañas,
montañas del olvido
que reviven esperanzas muertas
y anuncian uma aurora nueva
en la desierta ruta del destino.
Isabel Furini é escritora  poeta premiada.


 Tela do artista plástico Carlos Zemek. Outros trabalhos: http://cazemek.blogspot.com http://cazemek.blogspot.com

terça-feira, 5 de junho de 2012

DENGUE (Poema infantil)



Água empoçada,
você já  deve saber
é uma bela casa
para o mosquito da dengue
morar e crescer.

A dengue é terrível
faz um mal danado.
Os mosquitos da dengue
são como vampiros
e atacam os humanos.

A mamãe coloca
as plantas em vasos,
os vasos em pratos,
os pratos nos cantos.

Ao  molhar as plantas,
que vivem nos vasos,
nunca deixar no prato
água acumulada.

Pinéus velhos, jogados
com água empoçada,
ficam perigosos
como velhas armas.

Homens e mulheres,
velhos e crianças,
devem ter cuidado
e espreitar direito.

Ao ver água empoçada, devem
jogá-la na hora, limpar,
ou ligar para o prefeito.
É preciso acabar com a dengue!

Isabel Furini


sábado, 28 de abril de 2012

MESA REDONDA DO LITERARTE



PARTICIPAMOS DA MESA REDONDA





MESA REDONDA


A PRODUÇÃO INTELECTUAL DOCENTE E A RESPONSABILIDADE DE SEU LEGADO PARA A CULTURA LOCAL  
Mediadora: SUSAN BLUM  (Universidade Positivo).
Demais componentes 
ADÉLIA MARIA WOELLNER (UFPR),ADONAI SANT'ANNA (UFPR), eISABEL FURINI (Solar do Rosário).

Em 20 de abril/12 LITERARTE PARANAENSE promoveu debates sobre cultura e educação. Artistas plásticos, poetas, literatos, professores, tiveram a oportunidade de trocar ideias. 

    quinta-feira, 26 de abril de 2012

    GANADORES DEL CONCURSO INTERNACIONAL POETIZAR EL MUNDO


    Recibimos 755 poemas. Agradecemos mucho a todos los poetas que participaron. Los trabajos son excelentes, y el jurado trabajó mucho hasta llegar a uma decisión. Gracias a todos.

    1° Lugar
    PERLA EN EL UNIVERSO

    Hermosa como ninguna, la tierra sigue girando
    entre el paso de los siglos y un mundo que va cambiando.
    Maravilla incomparable, sueño de tantos poetas
    que han dedicado sus versos a este excelso planeta,
    y a sus colores de vida que el universo refleja.



    Sheina Lee Leoni Handel
    Montevideo, Uruguay


    2º Lugar
    EMPÍREO


    Escribir es morir a cada instante
    y también soñar
    poder dar a la existencia un aliento de muerte cada noche
    pero no escribo
    únicamente vomito lo invisible

    Pavel Carlos Muñoz Ayona
    Lima, Peru

    3º Lugar
    SENTIDO

    No es que perdi el tren
    porque estuviese atrasada
    es que yo esperaba
    en el outro sentido.



    Autora: Ester Buffa
    São Paulo, Brasil

    4º Lugar
    1 (Uno)

    Miráme,
    ayudáme a contemplar
    los profundos ojos
    del niño antiguo.
    Me avergüenzan.

    Darío Alejandro Paiva
    De Buenos Aires, Argentina

    5º Lugar

    A última Nana


    Antes que la noche escribiera
    un final azul bajo sus párpados,
    el cuento perdió la última hoja
    y las hadas cayeron
                            al vacío.
    Erick Edilberto Estrada Quispe
    Arequipa - Peru


    6º Lugar
    CAMINO
    El sol,
    se ha escapado de la humanidad.
    ¡Qué extraño!
    una niña alumbra el camino.


    Yajaira Coromoto Álvarez Giménez
    Barquisimeto, Venezuela

    7º Lugar
    RUMBO A LA DEMENCIA

    En el límite exacto de la sensatez
    y en extraños estados de tiempos no vividos
    (huelo su aroma)
    transporto el dedo índice hasta mis sienes
    cual bala penetrando en mis deseos.

    Gloria Olguin
     IQUIQUE – CHILE


    8º Lugar

    CAMINO LA TARDE

    Voy caminando la tarde, me ayuda a recordar
    en este viaje de ida conmigo los años van;
    insiste, insiste la tarde en las cosas que hice mal…
    pero la vida me dice: Basta ya de llorar.
    Dios te ha puesto la mesa con tu vino y con tu pan.

    Ester García
    Buenos Aires, Argentina


    9º Lugar

    XIII

    Olvidé que aquel árbol estaba allí creciendo
    ahuecándose dentro
    no me culpen si arrastro tantos bosques desechos
    ya no tengo familia
    hay un túnel. He muerto.



    Claudia Alemán Concepción
    La Habana Cuba


    10º  Lugar
    Mares

    A veces somos mares tormentosos sobrevolados por incontables gaviotas
    otras veces somos el mar calmo y sin gaviotas
    otras veces somos el mar que se ondea tranquilamente y las gaviotas bajan…
    en ese punto la soledad se diluye ...y la gaviota muere de amor.


    Catalina Sánchez Bohórquez
    Bogotá, Colombia

    segunda-feira, 16 de abril de 2012

    sábado, 14 de abril de 2012

    "ENTRELINHAS" Crônica de Tânia Dubois




    Entrelinhas: a porta por onde o vento passa.Quando olho para um livro sinto que ele também está me olhando. Passo a mão carinhosamente na capa e, ao abri-lo, leio o significado que o autor deu às palavras. Vejo cada cena desenhada com os movimentos das palavras.

    Entrelinhas: onde o poeta pousa seus pensamentos.Parece mágica? Não. É apenas olhar a vida em alta definição. É viver as contradições, porque somos a soma daquilo que escolhemos ser e do que decidimos ler.

    Entrelinhas: a liberdade presa.Encanto-me com as leituras e a cumplicidade que o livro e eu assumimos. Sou amante das obras e seus significados interferem em minha vida, fazendo-me companhia nas horas mais necessitadas. Por vezes, dialogamos por horas como se o mundo parasse naquele momento em que nos descobrimos.

    Entrelinhas: a ponte que une as histórias do povo.Sou amante dos livros e não me limito apenas a um tipo de leitura. Gosto de ouvir o som das palavras e de ver a paisagem descrita em seus significantes.

    Entrelinhas: o horizonte onde o sol nasce.Ao ler, encontro vários textos e diversos contextos. Além de enxergar, ativo a memória para “ver” em cada escritor a sua verdade se integrando à minha vida.

    Entrelinhas: marca do gol feito; a bailarina entre o palco e a platéia.Sou amante dos livros e tenho preferência pela presença da poesia na minha vida, porque, de várias maneiras, ela determina a diversidade dos limites literários. Encontro nela a fonte de inspiração que me coloca em movimento, criando um mundo de idéias sobre o qual posso me apoiar.

    Entrelinhas: trilhos do trem levando e trazendo personagens.Sou amante dos livros e dos autores, que terminam por me influenciar com suas ideias, como sinais de mudança dos tempos: conquistar a vida com palavras.

    Entrelinhas: a zebra como significado.As entrelinhas demonstram a busca pela vida, pela criação e possuem características que formam o ponto de partida: tomada pela consciência redescubro a palavra, os sons e as cores, para o simbolismo sem contornos rígidos, porém emotivos, com ritmos ocultos, onde só o amor pode provocar a afloração da criatividade, tornando-me amante das entrelinhas.

    ESSA CRÔNICA DE TÂNIA DU BOIS FOI ESCOLHIDA PARA O LIVRO "EU QUERO SER ESCRITOR" - A CRÔNICA.



    TÂNIA DU BOIS – Natural de Sarandi, RS (1956). Residente em Itapema, SC. Professora. Pedagoga formada pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB. Articulista e cronista com textos publicados em portais, sites e blogs: Cronópios, Meiotom, Vidráguas, Página Digital (Argentina), Portal Literal e Literatura sem Fronteiras. Organizadora e revisora dos poemas de Pedro Du Bois, e também capista dos seus livros.

    quarta-feira, 28 de março de 2012

    VOCÊ CONHECE O QUIXOTE DE LA MANCHA?

    El hombre de la Mancha






    Será que o Quixote de la Mancha é somente um personagem criado por Cervantes na sua novela? Ou deveríamos dizer no primeiro romance que o mundo conheceu, como alguns consideram a obra?

    Há poucos dias, ouvi de uma pessoa desiludida que o Quixote não existe mais. Não existe. Está passado de moda. Escondido em um baú escuro e úmido. O Quixote é coisa do passado.

    Será? Ou talvez nossos olhos não foram treinados para descobrir os quixotes nas ruas da cidade, nos barzinhos do Largo, nas salas do Belas Artes, diante de um quadro no Museu Niemeyer, na livraria de usados buscando um título quase desconhecido, na noite de autógrafos lançando um livro para meia dúzia de pessoas, encostados nos vidros das agências de turismo olhando os cartazes com os olhos do desejo, procurando um vestido de noiva em algum atelier, olhando uma bola de futebol e sonhando.

    Interessante que eu não consigo ver o Quixote encaixotado em um gênero literário, abarrotado de estúdios literários, morto.

    Eu vejo o Quixote, ou os quixotes, todos os dias: é o poeta que vende seu livrinho feito por computador na Rua das Flores; é o ator de teatro que quase morre de fome, mas persiste esperando o êxito de sua próxima peça; é o recém formado que sonha em fazer uma pós-graduação na Europa, ainda que esteja desempregado no momento; é o empreendedor que inicia um pequeno negócio, mas sonha que terá êxito internacional; é o esportista sentado no banco de reserva, mas sonhando com um jogo fantástico. Céus!

    Este é um mundo de quixotes! E de sanchos!

    Quixote enlouquece, outros bebem nos bares, fumam ou ingerem substâncias proibidas, são os quixotes que chegaram ao limite de suas forças. Não conseguem mais sonhar sozinhos. E não adianta que uma sociedade materialista, doente, consumista e hipócrita julgue os outros – não sem antes olhar o verdadeiro rosto no espelho. E não falo dos dentes brancos depois de tratamento, nem do rosto de photoshop, falo do verdadeiro rosto – esse que escondemos dos vizinhos. Já falava Jung que quanto mais reprimimos “a sombra”, mais ela se fortalece.

    Vivemos em um mundo de sonhos desconcertantes e de realidades desconcertantes. Um mundo de vazio existencial, de medos, de máscaras, de fantasias. Um mundo de palavras e imagens. Um mundo no qual os quixotes nascem, crescem, envelhecem, morrem e nem sempre conseguem realizar os seus sonhos. Eles deixam algumas sementes de ideias. E novos quixotes nascem e tomam o lugar daqueles que se vão. Como lemos na letra “The Impossible dream”: “Tentar com os braços exaustos alcançar a estrela inalcançável”. É isso mesmo. Sonhar e batalhar. É sempre amanhã que os sonhos podem ser realizados.
    Hoje é só dia de luta.

    E o mundo seria melhor porque um homem desprezado e coberto de cicatrizes ainda luta com o que resta de sua coragem para alcançar a estrela inalcançável”.

    Queridos leitores, existe algo mais “quixotesco” do que isso?

    Isabel Furini é escritora e poeta premiada (e-mail: isabelfurini@hotmail.com), autora de “Eu quero ser escritor – a crônica”, da Editora Instituto Memória.
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