
Eram observados
pela menina, sua filha, e pelo avô, pai da mulher. O casal discutia na rua em
frente à sua casa. O tom ainda era educado, mas notava-se a presença da
indignação no gesticular de ambos.
- “ Então,
porque eu não posso?” , perguntou a mulher com um certo rasgo de ironia.
- “Dai-me
incensos! Sempre a mesma tecla! Estou cansado de repetir.”, disse o marido,
olhando para Deus.
O sogro, neste
momento cruzou os braços. Continuava observando a conversa repetida e
cansativa. Enquanto! a filha, que torcia pela mãe, olhava do alto da sacada e
pequeno teatro familiar.
- “Você não
pode, pela última vez, por você é mulher! Vê se entende isto!, falou o homem
pausadamente, esboçando uma quase desistência ao diálogo.
“ Eu vou, de
qualquer maneira, a partir de hoje PENSAR
e vou falar o que eu quiser. Começando em ressaltar a tua ignorância,
caveira de burro! Quero minha integridade e quero garantir a independência de
espírito de minha filha!” , falou firme a mulher.
- “ Acaba aqui o
reinado do macho e começa o direito de ter ideias e lutar por elas”, finalizou,
deixando transparecer um semblante de vitória e alívio.
A menina sorriu.
O sogro
continuou de braços cruzados...
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